O João é desde que nasceu o "piscoso" dos pais! Agora que a mãe está desempregada, tem muito tempo para brincar com ele e fazer muitas atividades... E agora temos mais um "piscoso" conhecido entre nós por "tartaruguinha" Miguel!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Há um poeta dentro do João...

Desde os tempos do 2º e 3º Ciclo, quando nos obrigavam a ler os clássicos portugueses e a analisá-los até à exaustão (e é nesta análise que está o problema, porque eu gosto muito de ler um bom romance, mas é mesmo só lê-lo, não é depois dissecá-lo até à exaustão para descobrir todos os porquês e todas as mensagens mais ou menos explícitas que os autores podem ou não ter querido transmitir...) que me lembro sempre do que é um pleonasmo por diversas razões que nada têm a ver com o ensino em si:
1º - Porque logo nessa altura alguém se lembrou de que, para não nos esquecermos do que é um pleonasmo, nos devíamos lembrar da expressão "loira burra", se é loira tem de ser burra, logo é um redundância...
2º - Sempre gozámos, enquanto miúdos, com o Camões e outros que tais, porque é que quando eles fazem pleonasmos são poetas e eruditos e quando nós (simples mortais que não vamos deixar obra) dizemos uma qualquer redundância (do tipo: "vou subir para cima") somos logo gozados (do estilo: "nunca vi ninguém subir para baixo")?

Toda esta introdução de recordações de uma adolescência escolar feliz, para dizer que, sendo o meu filho um grande utilizador de pleonasmos no seu dia-a-dia, certamente que há um poeta dentro dele! Não quero acreditar que ele seja mesmo só um totó... Além disso os pleonasmos dele são de um requinte na linguagem que só mesmo ouvindo dá para acreditar:
- Vou subir as escadas lá para cima!
- O escorrega é muito escorregadio!
- Quero uma torrada da torradeira!
- Este meu carro é meu! (A palavra é a mesma, não sei se conta como um pelonasmo, mas é uma linda redundância)

1 comentário:

  1. Eu cá sempre subi para cima da cadeira!
    Serei poeta?

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